Blueberry Submarine

Nicole da Rosa

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Normalmente um bom restaurante leva um longo tempo para alcançar a perfeição: atendimento cortês, ambiente aconchegante e o mais importante, uma seqüência de pratos inesquecíveis. O restaurante Jan está aberto não fazem nem curtos três meses e ontem à noite me proporcionou uma experiência perfeita. Na chegada de cada prato à mesa, uma deliciosa surpresa.

Bem, chegamos por volta das 20h e 30min, quinze minutos antes do horário da reserva, mas felizmente nossa mesa já estava pronta. Ambiente lindo em cada pequeno detalhe, o que mostra o minucioso cuidado do chef Jan Hendrik van der Westhuizen, para que a experiência se torne especial por completo.
Uma carta com muitos títulos apetitosos, então optamos pelo menu degustação de outono.
Começamos com o pequeno amuse-bouche, sopa de abóbora e cenouras, servida em uma mini-xícara dourada, um charme. Seguido de pão quentinho feito pelo chef e manteiga niçoise.
Como entrada, vieiras com espuma de couve-flor e alho-poró com mini croquete de prosciutto defumado, vieiras frescas e delicadas, seladas à perfeição, que formavam uma inesperada mas saborosa combinação com o prosciutto. Meu preferido da noite. Após esse ótimo começo, o primeiro prato: atum, molho de soja, alcaparras, pimentão e tomates secos com cebolas crocantes, prato de personalidade marcante e atum cozinhado por um verdadeiro gênio. Em seguida, filet de pintade, purê de abóbora e passas com panna cotta de pancetta, uma purê doce e um filet apetitoso.
Como queijo, Comté maturado por trinta meses, maçãs verdes e castanhas frescas. A forma ideal e levíssima de terminar esse incrível menu degustação e passar para a sobremesa. Crème brûlée de abóbora, crumble de coco, sorvete de caramelo com um toque de sal e geléia de rooibos, rooibos é um chá típico da África do Sul, um toque discreto mostrando as origens do chef Jan. Uma das sobremesa mais incríveis que já provei. Combinar esse doce tão tradicional, a crème brûlée, com um ingrediente como a abóbora, deixa aparente uma criatividade gastronômica admirável. Sem contar, que o delicioso sorvete é feito no próprio restaurante. Para finalizar essa inesquecível degustação, um chá verde e uma breve visita do charmoso chef na mesa de cada um dos clientes.

Minha conclusão é que cada um dos pratos é preparado por um chef visualmente inspirado, qualidade essencial para o seu sucesso. Não tenho dúvida que daqui alguns meses, Jan será agraciado por uma estrela Michelin. E será inegavelmente merecido.

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2 Responses to “Mini-guia: Jan, Nice”

  1. Jan, II | Blueberry Submarine

    […] perfeitamente à essa busca. Como o menu-degustação não sofreu grandes mudanças desde nossa última visita, optamos por entrada, prato e sobremesa. Antes da entrada, amuse-bouche servido na xícara mais […]

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